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Prejuízos do raios UV


Relatório divulgado em 2009 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que 60 mil pessoas por ano morrem de doenças relacionadas ao excesso de radiação solar no corpo.

 

A superexposição aos raios ultravioletas causa muitos prejuízos ao ser humano. Além dele ser emitido pelo Sol, também é proveniente de lâmpadas e câmaras de bronzeamento artificial. Portanto, é aconselhável entender o que os efeitos nocivos desses raios podem causar ao nosso corpo em qualquer época do ano.

 

Essa exposição atinge todas as faixas etárias e classes sociais, pessoas de países de extrema pobreza que não podem se proteger e, até mesmo, não possuem entendimento sobre esse assunto. Para as doenças derivadas desses raios, é importante utilizar filtro solar, chapéus, óculos de sol e outros acessórios que ajudam a evitar esta exposição.


Olhos



Problemas nos olhos

Dependendo do comprimento de onda, a exposição à radiação ultravioleta, assim como outras radiações, pode trazer prejuízos aos olhos. Há efeitos que ocorrem a curto prazo e a longo prazo.

 

Um tecido do globo ocular, chamado cristalino é capaz de oferecer proteção às radiações UV. Cirugias, como a de catarata retira essa proteção. Crianças e bebês são mais expostos aos danos, pois, essa área é transparente.

 

 

Para os adultos, o risco é minimizado, e o cristalino, como é mais opaco, oferece maior absorção. Inflamações da córnea e da conjuntiva (tecidos do olho) acontecem devido às radiações UVB. Já nas pálpebras são verificadas as lesões malignas. Radiação UVA é a responsável pelo aparecimento da catarata. Por isso, é aconselhável a utilização de lentes adequadas, capazes de eliminar mais de 99% dos UV, evitando incômodos maiores.

 

 

 Veja algumas doenças ocasionadas pela exposição intensa aos raios UV:


  • Câncer de pele ao redor dos olhos (carcinoma das células basais) – Ocorre nas pálpebras, em sua maioria nas inferiores. O câncer pode ocorrer, também, em regiões próximas à sobrancelhas, nos cantos dos olhos e na face

  • Catarata - Ocorre no interior do olho. Ao adquirir a doença, a lente do olho perde sua transparência, causa da cegueira de muitos adultos idosos.


 

Sintomas:

 

Visão embaçada;

Impressão de cores desbotadas;

Dificuldade para enxergar à noite e com muita luz;

Visão de círculos luminosos ao redor da luz e visão dupla.


  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) – A doença afeta a parte do olho onde são vistos os detalhes (mácula). Pode ser úmida, que se desenvolve rapidamente e resulta na perda da visão; ou seca, que evolui de forma gradual, proporcionando uma visão central desfocada.


 

Sintomas:

 

Visão desfocada;

Desconhecimento de rostos;

Dificuldade na leitura, é preciso maior iluminação.


Ocorrência: Pessoas acima de 55 anos de idade.


Tratamento: A DMRI não tem cura, mas é possível diminuir o seu impacto, se for descoberta cedo.


  • Fotoqueratite - Ocorre em ambientes capazes de refletir a luz solar, como: praias, piscinas, neve etc. A doença é temporária e melhora após alguns dias.


Sintomas:

 

Dor nos olhos;

Pálpebras inchadas;

Dificuldade em enxergar;

Sensação de areia nos olhos;

Lacrimejamento.

 


Solução


Consciente dos riscos, use óculos envolventes, bloqueadores de 99-100% dos raios UV. 

 

O uso de chapéus de abas largas também é aconselhável para desviar raios que atingem os olhos.


Pele

 

Câncer de pele

Com a Vitamina D, absorvemos cálcio, garantindo a manutenção dos ossos no corpo, mas quando envelhecemos, a pele não consegue mais absorver com tanta eficiência essa vitamina, diminuindo a forma como ela gera resultados para o corpo.

 

Um dos tipos de doença na pele, provocada pelos raios UV, é o câncer. Um exemplo de câncer comum é o Melanoma, muito perigoso e difícil de tratar, se não for diagnosticado rapidamente.

 

Veja algumas doenças que comprometem a pele, com as superexposições aos raios.


Câncer de pele


Carcinoma basocelular (não melanoma) – formada por células tumorais, apresenta um crescimento lento e demora para ser diagnosticado. Seus sintomas são alterações na pigmentação ou aparecimento de úlceras na pele. Eliminadas através de uma cirurgia.


Carcinoma espinocelular – câncer não maligno (não melanoma), surgem como pápulas ou lesões verrucosas. Tratamento através de cirurgia.


Melanoma cutâneo – é um câncer maligno que se origina nos melanócitos (responsáveis pela produção de melanina) e se espalha facilmente pelo corpo. Apresenta rápido crescimento e pode ser fatal se não diagnosticada cedo. Causado principalmente pela exposição excessiva ao sol, fatores genéticos e contato com agentes químicos cancerígenos é considerado um dores piores tipos de câncer de pele e difícil de ser tratado.

 

 

 

Sintomas

Pele.

Manchas com contornos irregulares, em diferentes tons.

 

 

Tratamento 

Feito através de cirurgia e por meio de quimioterapias e imunomoduladores. São feitos, também, exames para verificar a intensidade do câncer e o espalhamento da doença no corpo. 

 

 

 

 

Obs.: A melhor forma de prevenção é ter cuidados com a exposição nas fases da infância e da adolescência. Pessoas com pele mais clara e com o histórico da doença na família devem procurar um dermatologista periodicamente. Sempre procure auxílio de um médico que irá te recomendar e mostrar os perigos da exposição intensa aos raios ultravioleta.


Estudos feitos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que existem 5.930 casos de melanoma cutânio, entre 113.850 de câncer não melanoma, em 2010. Dados anteriores mostraram que em um ano, 1.296 pessoas morreram de câncer não melanoma e 1.303 pessoas morreram de melanoma.


Envelhecimento Precoce – A exposição aos raios solares ao longo do tempo tem a capacidade de deixar a pele cheia de imperfeições (rugas, manchas, etc,).  Aproximadamente 90% dos problemas com a pele são derivados do sol. O raio UVA é o principal causador desse envelhecimento, por penetrar nas camadas mais profundas da pele.